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Observando o Ribeira
Depoimento "Nossa preocupação é mais educacional do que de fundo técnico. O uso dos indicadores é só um catalisador do processo de conscientização socioambiental. Após o monitoramento, por exemplo, um dos grupos fez um pedágio e conseguiu mudas para reflorestar uma região de mata ciliar, outro está constituindo uma ONG com orientação da Fundação." Clodoaldo Gazzetta Biólogo e coordenador do Programa Observando o Ribeira Linha do Tempo 2001 - início do monitoramento dos rios da bacia do Ribeira de Iguape por 30 grupos da sociedade civil 2002 - projeto entra na segunda fase engajando o público escolar do Vale do Ribeira e compondo 120 grupos de monitoramento 2003 - fim da segunda etapa revela qualidade boa para grande parte dos trechos do rio Ribeira de Iguape 2006 - continuação do projeto, com reorganização dos grupos de escolas do Vale do Ribeira, em parceria com o Instituto Ambiental Vidágua O monitoramento da qualidade das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape é desenvolvido pelo Observando o Ribeira, através de atividades de educação ambiental, capacitação de atores locais ligados aos segmentos sociais e unidades de ensino, gestão participativa dos recursos hídricos e promoção da cidadania. Esse projeto visa levar a sociedade civil organizada e atores do setor educacional dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape a compreenderem a importância da recuperação e conservação do meio ambiente. Para isso, promove o conhecimento e reflexão sobre a problemática socioambiental da região e a participação efetiva nas discussões de políticas públicas voltadas à gestão equilibrada dos recursos hídricos e naturais da Bacia, dentro de um processo de educação ambiental permanente. Em 2002, Diretorias de Ensino de Miracatu, Apiaí, Registro, Votorantin e Itapecerica da Serra e 97 Escolas dos 23 municípios da região, além de 25 grupos voluntários, dedicaram-se a monitorar a qualidade da água do rio ao longo de um ano, por meio de kits de análise e percepção ambiental. Com essa metodologia, o processo participativo se refletiu na discussão dos dados regionais e em propostas de intervenção e avaliação dos principais problemas ambientais e programas de recuperação. Os 126 grupos de monitoramento formados, com envolvimento direto de 15 mil pessoas, receberam capacitação e assessoria técnica, além de mudas de espécies nativas, participação em cursos e seminários e contribuição na construção de mapas e da página do Programa na Internet, onde expuseram os resultados positivos sobre a qualidade da água apurada para o Ribeira de Iguape. Esses mesmos grupos vêm sendo reunidos novamente para a retomada do Observando o Ribeira, que em sua terceira etapa é coordenado por uma parceria com o Instituto Ambiental Vidágua. Com técnicos, professores e ambientalistas mais bem preparados é possível disseminar as informações adquiridas no processo de aprendizagem e formular projetos mais próximos da realidade local. |



