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Plantando Cidadania
Depoimento "Está se buscando a organização da comunidade local para que dê continuidade ao trabalho de exercício da cidadania. Mais do que um momento pedagógico, esse é um trabalho social de formação de lideranças." Consuelo Grossi Voluntária da SOS Mata Atlântica Linha do Tempo 2001 - Plantando Cidadania nasce visando levar dinâmicas sobre conservação ambiental a escolas públicas 2002 - Voluntariado aprofunda o trabalho na Emef General De Gaulle, em São Paulo, e realiza ações de revitalização urbana 2004 - Escola do Jardim Ibirapuera torna-se modelo de organização comunitária, com padaria artesanal e futuro viveiro de mudas 2005 - Programa atinge novos grupos de jovens da periferia de São Paulo e do Observando o Tietê O programa Plantando Cidadania nasceu para capacitar voluntários a levar para crianças de 7 a 12 anos de escolas públicas de São Paulo - com potencial para apropriação por outros estados - dinâmicas interativas sobre a conservação do meio ambiente. Desde sua criação na SOS Mata Atlântica atingiu jovens de até 15 anos e já chegou a envolver públicos de pais, professores e até as prefeituras em ações de mobilização nas escolas. Os funcionários das empresas - Grupo Abril, Colgate-Palmolive, Cinemark, Tintas Coral, Carrefour, Freeway, Boehringer Engelheim e os alunos da Fundação Bradesco - capacitados pelo Plantando também começaram a aprender na prática como dar contribuições e adequar suas respectivas visões ao projeto de voluntariado. De seu lado, o Voluntariado da SOS Mata Atlântica começou a participar de reuniões pedagógicas em instituições de ensino atendidas para reforçar a necessidade de interação entre os diferentes agentes da comunidade. Embora o tema Mata Atlântica faça parte das discussões com os alunos, o público está preocupado em aprofundar o conhecimento sobre seu próprio ambiente, para que aprendam a reivindicar seus direitos e definir suas obrigações na comunidade como um todo. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) General Charles de Gaulle (SP) é um exemplo das transformações propiciadas por essa proposta socioambiental. Ali, além das atividades de recreação com os 2,5 mil alunos, os voluntários promovem cotidianamente mutirões de limpeza, plantio de árvores e até projetos de geração de renda, como o da instalação de uma padaria artesanal na escola em 2004 e de um viveiro de mudas nativas, em 2005. Ao enfocar temas como água, lixo e florestas, o Plantando Cidadania amplia a cada dia o debate sobre o contexto do meio ambiente escolar e da comunidade. Assim, em 2005, alunos e professores da Emef General de Gaulle, junto com a sub-prefeitura do M'Boi Mirim, entidades locais como a Associação Bloco do Beco e a população em geral partiram para o primeiro plantio das mudas produzidas pelo viveiro da Emef. Exemplares de pau-brasil, quaresmeiras e jacarandás passaram a fazer parte da área próxima ao terminal de ônibus e da praça central do Jardim Ibirapuera. Por fim, as atividades do Plantando Cidadania começam a chegar a novos grupos de jovens, como os freqüentadores do Centro de Assistência Social do Jardim Antártica e dos moradores do bairro Estoril, em São Bernardo do Campo, onde um dos grupos de monitoramento do Núcleo Pró-Tietê já vinha mobilizando a comunidade para o cuidado com a água que consomem. |



